Enquanto a organização responsável pelo maior ataque terrorista ao Ocidente ganha força e toma o poder no Afeganistão – em um dos maiores vexames de política internacional que a América protagonizou nas últimas décadas – o secretário de Segurança Interna dos EUA, Alejandro N. Mayorkas, divulgou um boletim, na última sexta-feira (13), que trata como “ameaça terrorista” qualquer alegação de que houve fraude nas eleições presidenciais de 2020 ou críticas às medidas sanitárias de combate à peste chinesa.
O Boletim do Sistema Nacional de Aconselhamento sobre Terrorismo (NTAS), publicado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, alerta para o aumento de ameaças em território americano à esteira do aniversário de 20 anos do atentado às Torres Gêmeas, que matou mais de 3 mil civis e deixou mais de 6 mil feridos.
Chama a atenção o fato de o documento reservar apenas dois parágrafos sobre ameaças de organizações estrangeiras e dedica o resto do texto às ameaças de “extremistas violentos com motivações étnicas-raciais” (RMVEs), opositores das forças de lei do estado, que espalham desinformação acerca da eficácia de vacinas e fraudes eleitorais, tratando-os como uma “ameaça nacional prioritária”.
“Esses extremistas podem tentar explorar o surgimento de variantes do COVID-19, vendo o possível restabelecimento das restrições de saúde pública nos Estados Unidos como uma justificativa para conduzir ataques”, diz o boletim.
Em dado trecho, o documento parece descrever o movimento Black Lives Matter: “Alguns RMVEs defendem por meio de plataformas online uma guerra racial e afirmaram que a desordem civil oferece oportunidades de envolvimento na violência em prol de objetivos ideológicos.”
No entanto, dois parágrafos abaixo, fica claro o que o departamento classifica como extremista: “Há apelos (…) de violência em várias plataformas online associadas a ideologias DVE [extremistas violentos domésticos] ou teorias de conspiração sobre fraude eleitoral (…), e reações às restrições relacionadas ao aumento de casos COVID.”
Em resumo: o Talibã, responsável pelo 11 de setembro, ganha força e, ao mesmo tempo, à medida que vem se aproximando o aniversário de 20 anos do ataque às Torres Gêmeas, o Departamento de Segurança Interna dos EUA lança um boletim que diz que as principais ameaças terroristas nos EUA vêm de “opositores de medidas sanitárias de combate ao COVID” e “desinformações acerca das eleições presidenciais de 2020.”
A América abre brecha para um novo “11 de setembro” e ainda vai culpar “supremacistas brancos de extrema direita” pelos ataques.
Cenas de horror: A imagem em destaque mostra afegãos tentando fugir do país em aeronave do governo americano. Pelo menos cinco morreram na tentativa, dois deles após despencarem dos trens de pouso após a decolagem.
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O post Governo dos EUA classifica alegações de fraude nas eleições como “terrorismo” apareceu primeiro em Senso Incomum.
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