Uma reportagem da seção “Bem Estar” do portal G1 viralizou na tarde desta terça-feira (13), por causa do título, digamos, peculiar: “Crise em Cuba pode ter diminuído diabetes e doenças do coração.”
O texto é de 2013 e provavelmente emergiu das profundezas como resultado de alguma pesquisa no Google sobre a atual crise cubana.
A matéria reproduz um estudo científico que mostrou um declínio de mortes por doenças cardíacas e diabetes na população cubana durante a crise econômica que a ilha enfrentou após a queda da União Soviética.
É tragicamente cômico também o texto da legenda da foto que ilustra a matéria: “Ingerir menos calorias e andar mais a pé podem ter ajudado a melhorar a saúde dos cubanos no período de crise (grifos nossos).”
Ou seja, a ditadura cubana ajuda a melhorar a saúde de seus concidadãos ao deixá-los à mercê da fome e da miséria (talvez as mortes por asfixia causadas por engasgos também tenham diminuído na ilha de Fidel). Indo fundo nesta mesma lógica, o G1 ainda vai chegar à conclusão de que morrer faz muito bem à saúde.
Um outro detalhe chama a atenção: o estudo reproduzido pelo G1 foi publicado no “British Medical Journal” (BMJ). O BMJ foi o jornal que publicou o artigo de uma professora de bioética defendendo a perda da tutela de pais que não quiserem que suas crianças, supostamente “trans”, sejam entupidas de hormônios e outros tratamentos de mudança de sexo.
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O post G1 já defendeu que “crise” em Cuba faz bem pra diabetes (sério) apareceu primeiro em Senso Incomum.
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