O presidente da Associação dos Delegados de SP, delegado Gustavo Mesquita, respondeu ao governador de São Paulo, João Agripino Doria, que a Polícia Civil não é uma instituição do governo e que não cumprirá ordens que não estejam dentro da Constituição.
“A Polícia Civil é uma instituição de Estado, não de governo. Neste sentido estaremos sempre prontos a cumprir com nosso dever que emana da Constituição Federal, que é defender a integridade das instituições e o próprio Estado Democrático de Direito”, afirmou o delegado ao jornal Diário de S.Paulo.
“Se precisar, a polícia assim o fará, por força da sua atribuição constitucional e não por vontade do governador do Estado, que transitoriamente ocupa essa cadeira e não tem o poder de determinar como a polícia civil deve agir ou deixar de agir”, disse Mesquita.
Na segunda-feira (16), os governadores de 13 estados e o do Distrito Federal, publicaram uma carta de apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que “no âmbito dos nossos Estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário.”
Um dos governadores chegou a afirmar que “avanços autoritários e antidemocráticos contra os ministros contarão com a resistência das forças dos estados”, segundo a CNN Brasil.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) foi ainda mais claro e declarou, pelo Twitter: “Não será por falta de proteção policial que vão acabar com a independência do Judiciário no Brasil.”
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O post Polícia Civil de SP a João Doria: “não cumprimos vontade de governador” apareceu primeiro em Senso Incomum.
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